Médica Jéssica Castelo deixa a UPA de Iguatu em meio a controvérsia política

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A Dra. Jéssica Castelo anunciou que não poderá mais atender na Unidade de Pronto Atendimento (UPA) de Iguatu, após uma decisão controversa que alega ter motivações políticas. A médica, que iniciou seu trabalho na UPA em dezembro de 2023, compartilhou uma carta aberta aos seus pacientes explicando a situação.

A Dra. Jéssica mencionou que sua saída está ligada ao apoio político de seu sogro, Dr. Hildernando Bezerra, ao sobrinho Roberto Filho, candidato à prefeitura de Iguatu. A médica destacou que sua contratação na UPA foi baseada na competência demonstrada durante seu internato e não por influência política.

“Eu nunca precisei pedir ajuda política para conseguir emprego, até hoje”, afirmou Jéssica Castelo. A médica, cuja família apoia a atual prefeita de Tauá, cidade onde ela exerce sua cidadania, enfatizou que escolheu não trabalhar em Tauá para evitar envolvimento político. No entanto, ela lamenta que, mesmo assim, acabou sendo vítima da sujeira e perseguição política.

Em sua carta aberta, Dra. Castelo expressou gratidão a seus pacientes pelo carinho e elogios recebidos diariamente, afirmando que eles são sua fonte de força para continuar na profissão. “Ser médico é ser humano, apesar da difícil missão, é engolir o choro e ir à luta com doses diárias de amor pela profissão”, concluiu.

A decisão de afastar a Dra. Castelo da UPA levanta questões sobre a interferência política no setor de saúde pública. De acordo com a Constituição Federal, o princípio da impessoalidade na administração pública deve ser seguido rigorosamente, evitando que decisões sejam tomadas com base em interesses pessoais ou políticos. A situação da Dra. Castelo pode ser vista como um desrespeito a este princípio, indicando a necessidade de uma investigação mais aprofundada.

O caso em questão serve como um alerta para a comunidade médica e para a sociedade em geral sobre os desafios e pressões enfrentados pelos profissionais de saúde devido a influências políticas. A continuidade de uma assistência médica de qualidade não deve ser comprometida por questões alheias ao desempenho profissional.

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